segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Uma salva de risos, por favor.

Traço como meu

o objetivo de esticar as bocas alheias.
Cirurgiã do humor,
quero arrancar sorrisos que escapulam o rosto.

Encher seus pulmões,
menor e maior, de puro ar
e pocar de rir todo dono de alma
como plástico bolha.

É de prazer que falo. É por prazer que faço.
Cosquinhas embaixo da orelha,
Dentes fresquinhos ao ar.

Desapego as regras.
Reinvenção do óbvio.

Meninas regras,
regadas a equilíbrio,
que desabam ao riso,
tentadas em sua puberdade.
Essa coisa de revolução do humor
é pura piada com amor.

Júlia Carvalho

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