Estranho mesmo é passarmos tanto tempo confinados em pequenos espaços. Saímos cedo e na cerca das 12h fora de casa a única coisa que fazemos é sair de pequenos quadrados pra entrar em outros. Seja o ônibus (carro pros melhorzinhos), a sala de aula, a mesa de trabalho, o apartamento. Parece que tudo lhe abraça, lhe conforta e você se vicia. Ficar escondido torna-se algo imperceptivel.
Hoje aconteceu algo no mínimo curioso, já eram 22h e pouca, quando um som estupidamente irritante se soltou no ar e eu, assim como toda vizinhança pensei "vai buzinar na casa da..." E claro, depois de 1 minuto de barulho constante eu tive que sair pra conferir qual era a intenção de tal estupidez. E eu fiquei surpresa. Um taxista estava parado na frente do meu prédio tentando consertar a buzina do seu carro. Sim, não é algo surpreendete. Na verdade, o que me chamou atenção, foi a quatidade de pessoas que sairam na sacada de seus apartamentos, curiosas, assim como eu. Obviamente "desconfiava" da existencia de vizinhos, mas vê-los todo em suas varandas foi bastante divertido. Tomara que mais carros gritem aqui na frente, rodem a baiana chamando a cidade pra ver as luzes dos prédios, os carros passando e os vizinhos curiosos.